GATOS

Da exposição Miausótis no Museu da Água, Barbadinhos, Lisboa 2005
Mulheres e gatos compartilham um silêncio que não se explica — apenas se sente.
Desde o antigo Egito, os gatos são figuras de devoção e respeito, associados à proteção, à intuição e à espiritualidade. Existe nestes dois seres um elo ancestral, feito de olhares, gestos contidos e presenças que habitam os interstícios da memória e do mistério. A partir dessa herança simbólica, Maria constrói a sua própria iconografia felina onde mulheres e gatos habitam cenas que se desenrolam em atmosferas onde o tempo quase para.

Paulo Guilherme d´Eça Leal.
Nas pinturas de Maria de Freitas, a pintora denuncia a bailarina e a bailarina não se importa.
Uma pintura que retrata fielmente a alegria de viver é uma pintura que dá vontade de pendurar na parede, como se fosse um cartaz anunciando um dia melhor do que hoje e... muito melhor do que ontem. Como um passo de dança, o bom traço é ágil, firme, expressivo e seguro, encenado com as cores do verão e o eco de um sapateado...
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